O Bahia vai divulgar uma lista
de cronistas esportivos que foram pagos por administrações anteriores do clube, o famoso "jabá". Sidônio Palmeira, assessor especial da presidência, disse em
entrevista na Rádio Metrópole/SSA, que "A prática acabou e que isso tem motivado muitas
críticas de quem antes só fazia elogios".
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Bahia vai nominar "jabazeiros" baianos |
O assunto foi matéria da Revista Placar, no passado, informando que Bahia e Vitória ajudavam a custear viagens, diárias de
hotéis e refeições das rádios Sociedade, Excelsior, Cristal, Itapoan e
104. Leia, abaixo, extrato da nota publicada pela edição 1272, da Placar, em julho de 2004.
Da mesma forma que os técnicos costumam esconder as escalações em jogos
decisivos, as cinco emissoras de rádio de Salvador que transmitem
futebol (Sociedade, Excelsior e Cristal, na faixa de AM, e Itapoan e
104, em FM) não revelam para os ouvintes uma prática que coloca em
cheque sua independência jornalística: todas as emissoras têm parte dos
seus custos (passagens, diárias de hotéis e refeições) bancados pelo
Vitória e pelo Bahia, os dois maiores clubes do Estado.
Os jogadores também reclamavam da perda de privacidade, quando os
radialistas ficavam hospedados no mesmo hotel do clube. “Eles pareciam
que faziam parte da delegação: viajavam no mesmo vôo e comiam na mesma
área reservada para o clube”, diz o mesmo jogador. “Joguei em quatro
Estados e nunca vi nada parecido. Existe uma dependência muito grande
das emissoras, parece que os dirigentes querem comprar elogios. O pior é
que, algumas vezes, radialistas pediam dinheiro emprestado no final do
mês para mim”, diz um ex-atleta do Vitória.
A coisa vai feder. Leia, abaixo, a nota publicada pelo Bahia. Note que os "jabazeiros", além de perniciosos, são burros. Assinavam recibos para o clube "oficializando" o "jabá".
O Esporte Clube Bahia vem a público reafirmar as declarações do
assessor especial da presidência, Sidônio Palmeira, na terça-feira (11),
à rádio Metrópole, e informar que possui a documentação dos pagamentos
realizados a determinados profissionais da imprensa ao longo das últimas
gestões tricolores. Seguindo os trâmites internos do clube, o material será apresentado
na próxima reunião do Conselho Deliberativo para apreciação e o
encaminhamento necessário.
As declarações de Sidônio Palmeira estão dentro do novo
posicionamento institucional do Bahia, desde o início desta gestão, em
setembro, de transparência com o seu torcedor e independência perante os
veículos de comunicação.
O clube aproveita, desde já, para esclarecer que em nenhum momento
buscou generalizar a situação, bem como para reafirmar que respeita a
imprensa esportiva baiana e parabenizar quem faz o bom jornalismo.
Não há outra maneira de definir o assunto: é uma vergonha. Os "jabazeiros" deveriam ter os registros profissionais cassados e nunca mais poderem exercer a profissão. Vender a opinião é o que de mais baixo pode acontecer no jornalismo. O "profissional" se desmoraliza e engana ouvintes, telespectadores e leitores com informações que interessam a alguém ou a um determinado grupo. A partir de agora, amigo internauta, filtre bem a informação que chega até você. Ela pode estar coberta de vício.