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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Um rebaixamento anunciado

A queda do Asa para a Série D não foi decretada após o empate por zero com o Botafogo-PB, na última sexta, 01. Ela foi anunciada ao término do Alagoano deste ano, quando o Asa ficou na terceira posição e comemorou o fato. O terceiro lugar no certame regional, afirmava cartesianamente que o representante de Arapiraca era inferior a CSA e CRB, embora  ninguém admitisse, o que fez um time mediano ser guindado a condição de capaz de conseguir um acesso. Ledo engano.


Time recebe carimbo que marca a ficha funcional de cada atleta (Foto: Asa/Vitor Hugo)


O sonho do acesso se transformou no pesadelo do rebaixamento por conta de uma generalizada miopia. Em meados da competição era urgente um trabalho para salvar o time do rebaixamento, mas a visão distorcida enxergava um time classificado, um time disputando a B, em 18. Isoladas vozes que alertavam para o perigo iminente da queda eram tidas como "maliciosas", "do contra", "cavaleiros do apocalipse", enquanto a visão turva seguia comandando mentes e corações em Arapiraca.

Agora o fato está consumado. O Asa cai mais um degrau. Que tenha forças para retornar, mais saiba que o caminho é mais difícil ainda! Agora o perigo é se tornar um time "fora de série", caso não retorne para C, em 18, ou no mesmo ano não fique, pelo menos, na terceira posição no Alagoano. Se uma das duas não ocorrer, em 19 disputará o Alagoano e cerrará as portas até 2020. Para que isso não aconteça é preciso união. É hora de reconstrução. É hora de salvar o Asa. Arapiraca sabe muito bem disso e precisa planejar pensando no longo-prazo se não quiser ficar boa parte do ano sem o seu maior xodó, o Asa Gigante.