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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Asa: a realidade é pior do que o boato

Depois da assertiva vinda de dentro do Asa, dando conta de que a Agremiação está falida, o que já era preocupante torna-se desesperador. Como colocar um time em campo no Alagoano do ano que vem, sem dinheiro para o presente e para um passivo agonizante que pede socorro!
 
 
Marca Asa experimenta desgaste
 

Não há solução mágica para resolver o problema. Algumas situações poderiam ocorrer.
 
Aparecimento de um investidor, disposto a injetar dinheiro no clube, daqui para a frente. Mas, e o passivo?
Montar um time de garotos para o Alagoano que aceitem jogar de graça e assinar recibo de salário-mínimo. Mas, "pode isso, Arnaldo?" Não seria fraudar as instituições e jogar sujo com os atletas!
Receber anistia dos credores. Mas, quem faria isso?
Ser bancado pela Prefeitura Municipal de Arapiraca. A Câmara de Vereadores permitiria! Funcionários ávidos por aumento salarial e vantagens ficariam satisfeitos! Mães que vissem o básico sumir das creches porque o dinheiro estava indo para o Asa reagiriam pacificamente!
Terceirizar o futebol a um "empresário" do ramo e assisti-lo fazer o que quisesse, sem que, sequer o Presidente, pudesse dar um piu. Qual seria o mandatário que abriria mão da vaidade e conviveria com esta situação!

Sinceramente - a não ser que surja uma ideia mirabolante - não vejo saída para o Asa no curto prazo. Discursos como: união, valorização da base, aproveitamento dos profissionais da terra, utilização de ex-jogadores no comando do time e do clube etc, são repetidos a cada final e início de temporada. Nenhum deles, porém, poderá ser implementado sem que primeiro a saúde financeira da entidade esteja em boas condições. Mas aí, surge uma nova questão: quem ou quais pessoas estão em condições de fazer a cirurgia que o paciente Asa necessita para sobreviver? Com a palavra os que juram amar a Agremiação...