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terça-feira, 2 de outubro de 2018

Quem é quem nesta eleição!

Permitam-me traçar um perfil - da maneira que enxergo - dos candidatos a Presidente da República do Brasil, a partir dos debates que tenho assistido na TV e nas redes-sociais. Não sou psicólogo, nem analiso aqui plataforma de governo e coisas do gênero. Vamos lá.




Candidatos mais bem colocados segundo as pesquisas (Arte:JP)


Fernando Haddad (PT). Mostra-se seguro, calmo, passa muita autoconfiança e se apresenta muito zen. Até parece um praticante de ioga. Nunca esquenta a cabeça e está sempre com a aparência serena.

Ciro Gomes (PDT). Tem se esforçado para parecer gentil e cortês. Trata muito bem os adversários e incorporou o discurso da humildade, pedindo uma chance aos eleitores para estar no segundo turno.

Geraldo Alckmin (PSDB). Mostra-se calmo, fala com equilíbrio e até na hora de alfinetar os adversários o faz com muita elegância. No dizer popular, "Nunca desce do salto".

Marina Silva (Rede). Incorpora a Madre Superiora do convento, falando para as freiras, mas, em momento nenhum deixa uma posição firme, o que faz com que as "irmãs" fiquem desconfiadas do discurso.

Alvaro Dias (Podemos). Tem rosto de personagem dos filmes de super-herói do cinema norte-americano. Fala com autoridade e mostra que acredita no que diz, mas ao mesmo tempo escorrega nas palavras e deixa nas entrelinhas a certeza que tem no íntimo de que não chegará ao segundo turno.

Henrique Meirelles (MDB). Tecnicamente, é o mais bem preparado de todos. Tem conhecimentos acima da média dos demais, temperamento calmo, centrado e deixa no ar a impressão do famoso "o que é que eu estou fazendo aqui. Esta não é a minha praia".


Cabo Daciolo (Patriota). Encarna o pastor  e pensa que está pregando em uma igreja evangélica. Em alguns momentos é engraçado e deixa um sorriso de canto de boca nos oponentes. Também "acredita" ter o poder de prever o futuro, ao profetizar que vencerá no primeiro turno.


Guilherme Boulos (PSOL). Falastrão. Entrou somente para atacar os adversários. No dizer do presidiário, Lula, tem muita "bravata".

Jair Bolsonaro (PSL). Coitado. Não foi aos debates por determinação médica depois que foi esfaqueado por um fanático, mas apanha mais do que pandeiro de chegança. Está sem direito de resposta para tanta coisa que é atribuída a ele.

Quanto aos demais,  Vera Lúcia (PSTU), Eymael (DC) e João Goulart Filho (PPL), não posso dizer muita coisa, visto que pela posição nas pesquisas estão descartados dos debates. Como exceção - mesmo sem tê-lo visto nos debates - temos João Amoêdo (Novo), que parece ser o fato novo desta eleição, um vencedor no capitalismo e que entra na disputa tentando mostrar algo diferente para o eleitor, porém sem espaço para falar o que pensa e deseja para o país.

Quem é o melhor? Tenho minha preferência, mas por questão de ética não a expressarei neste post. A decisão é de cada um, no isolamento da urna-eletrônica, no momento de digitar o número do candidato. Uma tecla mal-apertada  representará quatro anos a mais de problemas. Também temos que ver que nenhum dos postulantes tem vara de condão para transformar o Brasil overnight. A principal mudança tem que ser nossa. Precisa vir de dentro para fora. Se cada um de nós começar a pensar primeiro no outro (altruísmo) para depois olhar para o próprio umbigo, transformaremos o Brasil e faremos desta nação um lugar excelente para viver. Sim, nós podemos!